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Sobre Salvador

Salvador

Famosa pela sua história, pelo legado deixado por povos de outros continentes, pela miscigenação cultural, pelo sincretismo religioso e pelo povo hospitaleiro, Salvador tornou-se um dos principais destinos turísticos internacionais.
Da mistura cultural negra, indígena e portuguesa surgiu uma culinária rica e exótica, que reúne quase 50 tipos de pratos diferentes. Nos mercados populares de Salvador é possível encontrar barracas onde são vendidos pratos típicos. Comer mocotó sexta-feira à noite é uma tradição no mercado das Sete Portas, desde que ele foi inaugurado nos anos 40.
Nos restaurantes do Mercado Modelo é possível encontrar tanto o sarapatel quanto as moquecas e frigideiras. Na feira de São Joaquim e nos mercados de São Miguel e Santa Bárbara, encontram-se barracas onde são vendidos diversos pratos da culinária baiana. Em áreas da cidade como o Pelourinho e a orla marítima concentram-se os restaurantes de comida típica, com uma grande variedade de pratos à base do azeite de dendê.
Nas praias também são encontrados pratos típicos como os escaldados de caranguejo e ostra. Em 50 km estão as praias da Baía de Todos os Santos, da orla, Piatã, Itapoá, Stella Maris, Flamengo, além das ilhas e lagoas. Em Salvador, os mergulhadores encontram espaço ideal. Além de belezas naturais submarinas, a cidade tem o maior número de naufrágios registrados no Brasil, algumas ruínas de antigos navios estão a poucos metros da praia, acessíveis para iniciantes em mergulho.
Salvador é dividida em cidade baixa, onde estão as praias, o comércio e grande parte dos hotéis, e cidade alta, área mais antiga, onde estão a maior parte dos atrativos culturais e históricos. A ligação entre as duas é feita pelo Elevador Lacerda – um dos cartões postais da cidade - ou por ladeiras.
Casarões, fortes, museus, igrejas, monumentos contam preservam a história da primeira capital do Brasil, o centro histórico foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade. Nas ladeiras estreitas do Pelourinho, calçadas por escravos com pedras pé-de-moleque, erguem-se sobrados e igrejas dos séculos XVII e XVIII, museus, restaurantes, bares e lojas. O Convento de São Francisco possui altares revestidos por quilos de ouro.
Profundos conhecedores da cultura local, os guias turísticos da região transportam o turista para os primórdios da história do Brasil.
A cidade é considerada a capital cultural do País, berço de grandes nomes nas diversas manifestações artísticas, com destaque nacional e internacional. Muitas festividades religiosas e folclore pelas ruas da cidade, capoeira, folia de reis, samba de roda. No Carnaval trios elétricos e blocos carnavalescos atraem quase 2 milhões de pessoas. As micaretas (carnavais fora de época) também atraem muitos turistas.
Salvador localizada no litoral norte da Bahia, é uma cidade ensolarada, de clima quente e úmido, tipicamente tropical, com temperatura média de 25 ºC. O período de chuvas é entre junho e agosto.

COMO CHEGAR
O aeroporto de Salvador recebe vôos nacionais e internacionais. Por via rodoviária, cortando o Estado da Bahia de sul a norte, as BR-101 e BR-116 interligam Salvador a todo o restante do País. Na altura de Feira de Santana, pegar a BR-324. Por via marítima, dezenas de cruzeiros fazem paradas em Salvador, especialmente durante o verão.

ATRATIVOS
Centro Histórico - Tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, o Centro Histórico de Salvador possui milhares de casarões dos séculos XVI, XVII, e XVIII. Divide-se em três áreas principais: a Praça Municipal ao Largo de São Francisco, o Pelourinho e o Largo do Carmo, finalizando com o Largo de Santo Antônio Além do Carmo. São igrejas e casarões seculares, circundados por uma farta atividade cultural desenvolvida no local. Além disso, em suas ladeiras e ruas pavimentadas com pedras cabeça-de-negro estão registrados importantes trechos da história brasileira. Entre os seus atrativos, merecem destaque as Praças Municipal e da Sé, o Elevador Lacerda, a Câmara Municipal, o Paço Municipal, o Palácio Rio Branco, a Santa Casa e Igreja da Misericórdia, o Palácio Arquiepiscopado, a Catedral Basílica, o Terreiro de Jesus, o Largo do Cruzeiro de São Francisco, o Pelourinho com suas igrejas, lojas e praças, e por fim, o Largo do Carmo, onde estão o Forte de Santo Antônio e o grande conjunto religioso formado pela Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo e pela Igreja da Ordem Terceira do Carmo.
Manifestações Populares - Passadas através de gerações, as manifestações populares são um forte traço cultural da cidade de Salvador. O folclore da cidade reúne elementos artísticos feitos do povo para o povo, sempre ressaltando o caráter de tradicionalidade destas representações, como capoeira, afoxé, Folia de Reis, Maculelê e Samba de Roda.
Praias - A orla marítima de Salvador é uma das maiores do Brasil. São 50 km de praias distribuídas entre a cidade alta e a cidade baixa, desde Inema, no subúrbio ferroviário, até a Praia do Flamengo, no extremo oposto da cidade. Enquanto as praias da cidade baixa são banhadas pelas águas da Baía de Todos os Santos, a mais extensa do País, com 1052 km de espelho d’água, as praias da cidade alta, do Farol da Barra até Flamengo, são banhadas pelo Oceano Atlântico. A exceção é o Porto da Barra, única praia da cidade alta que fica na Baía de Todos os Santos.
Igrejas
Igreja da Ajuda - Fundada pelos jesuítas que vieram com Tomé de Souza no Séc. XVI. Demolida e reconstruída no lado oposto da rua no século XX é uma das mais antigas de Salvador. Atualmente apresenta tratamento de fachada neo-romântico.
Igreja da Ascensão do Senhor - Construída em 1975, foge aos padrões convencionais das igrejas de Salvador. Nela tudo praticamente leva o número 12, uma homenagem aos 12 apóstolos de Cristo, a cobertura é formada por 12 “pétalas” de concreto e 12 bancos estão posicionados em fila. No subterrâneo existe ainda uma mini-igreja, onde estão localizadas as instalações do batistério e a sacristia.
Igreja da Ordem Terceira de São Domingos – Iniciada em 1731 e concluída seis anos depois, possui fachada em estilo rococó e talha atual neoclássica. A planta é típica das igrejas do início do século XVIII, com corredores laterais e tribunas superpostas. O teto da nave em concepção ilusionista e os painéis do Salão Nobre são atribuídos a José Joaquim da Rocha, sendo os azulejos da Capela-Mor retratos de São Domingos.
Capela de Nossa Senhora da Penha - Situada no Estuário do Iguape, a capela-mor e a nave são integralmente revestidas de azulejos tipo "massaroca". Datada de meados do século XVII.
Casa dos Padres, Itacaré - Construída sobre porão alto pelos jesuítas no início do século XVIII. O telhado é em quatro águas, com terminação beira-saveiro. Está em semi-ruína, com telhado já desabado.
Catedral Basílica - Foi construída no século XVII, com materiais como ouro, mármore, madeira de jacarandá e marfim de tartaruga. É uma Igreja que mistura os estilos barroco e rococó.
Igreja do Nosso Senhor do Bonfim - Construída sobre uma colina em meados do século XVIII. Destaca-se a imagem do Senhor do Bonfim, um crucifixo de ébano com adornos de prata, grande devoção do povo baiano.
Igreja e Convento de São Francisco - Uma das maiores expressões do barroco no Brasil, com retábulos recobertos de folha de ouro. Destaque para a imagem de São Pedro de Alcântara, atribuída a Manoel Inácio da Costa. As obras da igreja foram iniciadas na primeira metade do século XVIII. A nave central, cortada por outra menor, forma a cruz do Senhor. As pinturas têm formas de estrelas, hexágonos e octógonos e exaltam Nossa Senhora. Na sacristia, estão reunidos 18 painéis a óleo sobre a vida de São Francisco.
Fortes
Forte de Santo Antonio da Barra - Pertencente à Marinha do Brasil, está localizado na entrada Norte da Baía de Todos os Santos. Essa fortificação foi iniciada pelo primeiro donatário da Capitania da Bahia, Francisco Pereira Coutinho, em 1536, tendo originalmente forma de torre com dez lados.
Forte do Monte Serrat - É considerado, pela sua forma harmoniosa, a mais bela construção militar do período colonial brasileiro. Foi construído a partir de 1583, numa posição estratégica no alto da ponta mais avançada da península com vistas sobre o porto da cidade. Concluído em 1742, sem modificações em sua planta original, permanece até os dias de hoje com uma casa de comando flanqueada às muralhas de bastiões redondos, contando com uma bateria de nove canhões.
Museus
Museu Carlos Costa Pinto - Revela a intimidade das ricas famílias dos séculos XVIII e XIX. A coleção particular de Costa Pinto deu origem a 23 salas de exposição de arte decorativa e pintura. O acervo conta com coleções de prataria, ourivesaria, porcelana chinesa e européia, cristais, mobiliário, pinturas, trabalhos em marfim, opalina, bronze e laca chinesa. As jóias de ouro e a coleção de 27 balangandãs de prata são as peças mais preciosas de todo o acervo.
Museu de Arte Sacra da UFBA - Inaugurado em 10 de agosto de 1959, situa-se no Convento de Santa Tereza, um dos mais notáveis conjuntos arquitetônicos do período seiscentista. Obra das Carmelitas Descalças. Seu acervo é composto por coleções de esculturas em madeira, pedra-sabão, barro e marfim e ourivesaria, entre as quais se destaca uma custódia em prata dourada, adornada com mais de 400 pedras preciosas e semi-preciosas.
Museu de Arte da Bahia - Mais antigo museu do Estado, fundado em 1918, funciona hoje no Solar Cerqueira Lima. Destacam-se no acervo esculturas em madeira, barro e marfim, pinturas em azulejos e pratarias dos séculos XVII, XVIII e XIX, assim como peças do mobiliário baiano do mesmo período.
Museu Abelardo Rodrigues - Uma das maiores coleções particulares de arte sacra do Brasil: 808 peças entre imagens, pinturas, oratórios, altares, crucifixo dos séculos XVII ao XIX. Fica no andar nobre do Solar Ferrão, valioso prédio da arquitetura civil do período colonial.



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