São Paulo

O Estado de São Paulo foi construído com a energia e o suor de pessoas vindas de todas as partes do Brasil e do mundo, mantendo enraizada em cada pedacinho desta terra a vocação para o trabalho. São mais de 600 municípios e cerca de 40 milhões de habitantes. Dispõe de abundante infra-estrutura e mão-de-obra qualificada, o que garante ao Estado o título de "A Locomotiva do Brasil".
Partindo para a área do lazer, o Estado de São Paulo e sua capital oferecem diferentes modalidades de turismo: ecoturismo, turismo de negócios e eventos, de aventura, religioso, rural, histórico-cultural, náutico e até mesmo tecnológico. A maior metrópole brasileira é rica em programações históricas, artísticas e culturais, além de possuir grandes áreas verdes em meio aos altos e modernos edifícios. Passeando pelo centro da cidade de São Paulo é possível encontrar os mais absurdos contrastes arquitetônicos. Entre construções seculares e museus de arte moderna, tudo está em pleno equilíbrio e harmonia.
Saindo da capital e partindo para o Leste, encontramos um dos mais belos trechos da costa brasileira no Litoral Norte paulista, onde estruturas modernas harmonizam-se com belezas naturais e cenários histórico-culturais, com manifestações artísticas, folclóricas e religiosas. A região reúne 180 praias, 317 cachoeiras, 110 trilhas e 138 mil hectares de Mata Atlântica, propícios para a prática do surfe, mergulho, vela, pesca e outros esportes de aventura e lazer. Destacam-se nesse roteiro os municípios de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba. E no interior, podemos citar Brotas e São Luiz do Paraitinga como berços do rafting no Brasil.
Mas quando falamos em cidades como Bertioga, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente, o destaque fica por conta do Circuito dos Fortes, que reúne reservas de Mata Atlântica, vistas privilegiadas e patrimônios culturais e históricos que remontam as várias fases dos 500 anos de história do Brasil, desde o início da colonização até meados do século XX. Os fortes podem ser visitados por via terrestre ou náutica e cada um deles guarda um retrato resumido dos aspectos construtivos, tecnológicos, estratégicos, históricos, culturais e geográficos do Brasil.
Coração do maior remanescente contínuo da Mata Atlântica brasileira, o Vale do Ribeira é um Patrimônio Natural da Humanidade tombado como Reserva da Biosfera pela UNESCO. Um dos maiores atrativos é a diversidade biológica e de ecossistemas, onde vivem aproximadamente 400 espécies de aves, anfíbios, répteis e mamíferos. O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é o paraíso dos ecoturistas, por sua enorme diversidade em formações geológicas, entre grutas e cavernas, rios e cachoeiras que propiciam a prática de diferentes esportes radicais. Existem atualmente 454 cavernas cadastradas pela Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) no Estado de São Paulo. Todas localizadas no Vale do Ribeira - as 280 localizadas no PETAR representam a maior concentração de cavernas no Brasil.
DESTAQUES
Brotas – Destaque entre os adeptos de ecoturismo e turismo de aventura, é o destino ideal para a prática de atividades como rafting, canyoning e rapel.
Campinas – Quando o assunto é turismo de negócios, Campinas destaca-se entre as melhores opções do cenário nacional.
Ilhabela – Conhecida por suas belezas naturais e águas claras, sedia anualmente o maior campeonato de iatismo da América do Sul.
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) – Composto por um grandioso conjunto de cavernas, grutas e abismos, é abrigo de importante patrimônio espeleológico nacional. Está localizado nas cidades de Iporanga e Apiaí, que ficam no vale do Rio Ribeira de Iguape, parte Sul do Estado de São Paulo, próximo à divisa com o Estado do Paraná.
Santos – Dona do maior porto latino-americano, Santos foi ainda berço do futebol do “Rei Pelé”. Hoje, abriga um dos melhores locais brasileiros para se mergulhar.
São Luís do Paraitinga – Suas belezas naturais são cenário perfeito para a prática do turismo de aventura, atraindo grande número de visitantes.
São Paulo – A maior cidade do Brasil dispensa apresentações. Aqui o mundo inteiro se sente em casa.
Taubaté – Importante pólo industrial do Vale do Paraíba, Taubaté une os traços do passado à modernidade do presente num só lugar.
Ubatuba – Famosa entre os praticantes dos esportes náuticos, mergulhadores e surfistas de todo o mundo, possui praias com as melhores ondas do litoral paulista.
Informações Gerais
São Paulo é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado no sul da região Sudeste e tem como limites os estados de Minas Gerais (N e NE), Rio de Janeiro (NE), Paraná (S) e Mato Grosso do Sul (O), além do oceano Atlântico (L). É dividido em 645 municípios e ocupa uma área de 248.209,426 quilômetros quadrados, sendo pouco maior que o Reino Unido. Sua capital é a cidade de São Paulo e seu atual governador é José Serra.
Com mais de quarenta milhões de habitantes, São Paulo é o estado mais populoso do Brasil e a terceira unidade administrativa mais populosa da América do Sul, sendo superada apenas pelo próprio país e pela Colômbia, à frente de todos os outros países sul-americanos.
São Paulo é responsável por mais de 33,9% do PIB do país[1]. É o mais rico estado do Brasil, e figura entre os estados com alto Índice de Desenvolvimento Humano, sendo superado apenas por Santa Catarina e pelo Distrito Federal.
Sua população é a mais diversificada do Brasil e descende principalmente de imigrantes italianos e portugueses, embora haja também influência de ameríndios e africanos e de outras grandes correntes migratórias, como árabes, alemães, espanhóis e japoneses. Sua capital é a cidade de São Paulo, cuja população da região metropolitana atualmente é de 19 milhões de habitantes - último censo de 2007.
O peso político de São Paulo, se considerada a representatividade das cadeiras na Câmara dos Deputados, é baixo. Ao atingir o número máximo de setenta deputados federais estipulados pela Constituição de 1988, o estado de São Paulo permanece sub-representado, com aproximadamente 22% da população do país e apenas 13% dos deputados da Câmara Federal[2]. Se a representação parlamentar respeitasse a correlação "uma pessoa, um voto", todos os estados da região Norte teriam somados 40 deputados, e não os 65 atuais, enquanto apenas São Paulo contaria com pouco mais de 110 representantes (40 deputados a mais do que dispõe)
História
Primeiros tempos
O nome São Vicente foi dado por Américo Vespúcio, em 22 de janeiro de 1502, em viagem que objetivava mapear o litoral do Brasil. Quando passou pela região, encontrou duas ilhas (onde hoje estão as cidades de Santos e São Vicente na Ilha de São Vicente e a cidade de Guarujá na ilha de Santo Amaro e o estuário, que achou ser um rio. Era dia de São Vicente, assim tendo sido batizada a localidade.
As primeiras povoações de São Vicente também não foram oficiais. Ali foi abandonado o Bacharel de Cananéia. Segundo muitos historiadores, teria sido ele o português Cosme Fernandes Pessoa, verdadeiro fundador de São Vicente, a partir de onde de fato governava e controlava o comércio da região. Segundo documento encontrado pelo português Jaime Cortesão, o Bacharel já moraria no Brasil antes até da chegada de Cabral: O degredado é citado em um documento datado de 24 de Abril de 1499, descoberto por Cortesão, o qual reporta-se a uma viagem não-oficial de Bartolomeu Dias ao Brasil. Outro documento, de 1526, descreve o povoado de São Vicente, informando que teria uma dúzia de casas, sendo apenas uma de pedra, com uma torre para defesa.
Cosme Fernandes Pessoa foi acusado junto ao Rei de Portugal, por dois amigos que em troca receberam doações em terras, de manter relações com espanhóis que viviam mais ao sul, com perigo para o domínio português na região. Martim Afonso de Sousa partiu para o Brasil com diversos objetivos. O primeiro deles era o de estabelecer oficialmente a colonização do Brasil, confirmando o poder da coroa. Como conseqüência, subtraindo o poder das mãos de Cosme Fernandes Pessoa. Avisado, o Bacharel incendiou o local e retirou-se com seu pessoal para Cananéia.
Martim Afonso de Sousa fundou oficialmente o povoado de São Vicente no local em que se encontravam as ruínas anteriores, na data de 22 de janeiro de 1532.
Em 1536 o Bacharel de Cananéia (ou Bacharel Cosme) atacou, saqueou e queimou o povoado, enforcando o antigo amigo e traidor Henrique Montes. Esse é o último registro histórico sobre o Bacharel de Cananéia. Martim Afonso de Sousa distribuiu sesmarias e efetuou diversas edificações, deixando São Vicente povoada e organizada.
O Porto de São Vicente foi alvo do primeiro grande desastre ecológico do Brasil: a terra à beira mar foi limpa e cultivada. Sendo a terra arenosa e tendo o solo perdido sua camada protetora, as chuvas levara a areia para o mar assoreando o porto de São Vicente. Martim Afonso de Sousa partira de São Vicente em 22 de Maio de 1533, deixando a administração nas mãos de Brás Cubas, o qual, tendo em vista o assoreamento do Porto, única via de comunicação com a Metrópole portuguesa e o ataque do Bacharel de Cananéia a São Vicente, decidiu montar novo porto na região Enguaguaçu, local mais protegido, para onde foi transferido o porto em 1536, estabelecendo ali um povoado. O simples fato do nome do local ser indígena, e não português, evidencia que a iniciativa não foi oficial. Brás Cubasatraiu para ali colonos de áreas próximas e fundou um povoado, que futuramente receberia o nome de Santos e promoveu melhorias, como a construção da primeira Santa Casa do Brasil. São Vicente entra assim em declínio.
Embora haja notícias da existência de mulheres portuguesas na frota de Martim Afonso de Sousa, não foram ainda encontrados registros escritos. O primeiro registro escrito relativo a mulheres portuguesas vindas para o Brasil data de 1550. Assim as mães eram geralmente mamelucas ou índias.
A fundação de São Vicente no litoral paulista iniciou o processo de colonização do Brasil como política sistemática do governo português, motivada pela presença de estrangeiros que ameaçavam a posse da terra. Evidentemente, antes disso já havia ali um núcleo português, que, à semelhança de outros das regiões litorâneas, havia sido constituído por náufragos e datava, provavelmente, do início do século XVI. Foi, no entanto, durante a estada de Martim Afonso de Sousa que se fundou, em 20 de janeiro de 1532, a vila de São Vicente e com ela se instalou o primeiro marco efetivo da colonização brasileira.
O nome de São Vicente se estendeu à capitania hereditária doada ao mesmo Martim Afonso de Sousa pelo Rei de Portugal em 1534. Assim o primeiro nome do atual estado de São Paulo foi capitania de São Vicente.
A despeito das inumeráveis dificuldades para transpor a serra do Mar, os campos do planalto logo atraíram os povoadores, o que tornou São Paulo uma exceção no tipo de colonização dos portugueses dos primeiros tempos, que se fixavam sobretudo no litoral. Assim, em 1553, povoadores portugueses fundaram a vila de Santo André da Borda do Campo. No ano seguinte, os padres da Companhia de Jesus fundaram em uma colina de Piratininga um colégio para os índios, berço da vila de São Paulo. Em 1560, a vila de Santo André foi extinta e seus moradores foram transferidos para São Paulo de Piratininga.
A faixa litorânea, estreita pela presença da serra, não apresentava as condições necessárias para o desenvolvimento da grande lavoura. Por sua vez, o planalto deparava com o sério obstáculo do Caminho do Mar, que, ao invés de ligar, isolava a região de Piratininga, negando-lhe o acesso ao oceano e, portanto, a facilidade para o transporte. Em conseqüência, a capitania ficou relegada a um plano econômico inferior, impedida de cultivar com êxito o grande produto agrícola do Brasil colonial, a cana-de-açúcar, e de concorrer com a principal zona açucareira da época, representada por Pernambuco e Bahia.
Estabeleceu-se em Piratininga uma policultura de subsistência, baseada no trabalho forçado do índio. Os inventários dos primeiros paulistas acusavam pequena quantidade de importações e completa ausência de luxo, a pobreza mesmo. O isolamento criou no planalto uma sociedade peculiar. Chegar a São Paulo requeria fibra especial na luta contra as dificuldades do acesso à serra, os ataques dos índios, a fome, as doenças, o que levaria a imigração européia a rigoroso processo seletivo. Tais condições de vida determinariam a formação de uma sociedade em moldes mais democráticos que os daquela que se estabelecera mais ao norte da colônia.
Concorreu em boa parte para tanto a proliferação de mamelucos oriundos do inevitável e intenso cruzamento com as índias da terra, pertencentes às tribos tupis que dominavam o litoral brasileiro. Em São Paulo, especialmente, o hibridismo luso-tupi na sua feição étnico-cultural não se atenuaria tão rapidamente como ocorreu em outras regiões em que o fluxo de negros e o contato mais fácil com a metrópole veio diluí-lo. Mais do que em qualquer outro lugar, o português saberia, à sombra de uma excepcional capacidade de adaptação, integrar certos traços culturais dos tupis que lhe permitiriam sobreviver — e mais, tirar proveito do sertão hostil.
Exploração e ocupação
No início do século XVI o litoral paulista é visitado por navegadores portugueses e espanhóis, mas somente em 1532 se dá a fundação da primeira povoação, São Vicente na Baixada Santista por Martim Afonso de Sousa.
A procura de metais preciosos levou os portugueses a ultrapassarem a Serra do Mar, pelo antigo caminho índigena do Peabiru e em 1554, no planalto existente após a Serra do Mar, é fundada a vila de São Paulo de Piratininga pelos jesuítas liderados por Manuel da Nóbrega.
Até o fim do século XVI são fundadas outras vila no entorno do planalto, como Santana de Parnaíba, garantindo assim a segurança e subsistência da vila de São Paulo.
Geografia
O estado de São Paulo ocupa uma área de 248.209,4 km², estendendo-se do litoral ao interior, localiza-se a 49º00'00" de longitude oeste do Meridiano de Greenwich e a 22º00'00" de latitude sul da Linha do Equador e com fuso horário -3 horas em relação a hora mundial GMT. Dois terços de seu território ficam acima do Trópico de Capricórnio. No Brasil, o estado faz parte da região Sudeste, fazendo fronteiras com os estados de Minas Gerais ao norte, Paraná ao sul, Mato Grosso do Sul a oeste e Rio de Janeiro a nordeste. É banhado pelo oceano Atlântico.
Relevo
Apresenta um relevo relativamente elevado, já que 85% de sua superfície está entre trezentos e novecentos metros de altitude. O ponto mais alto do estado é a montanha Pedra da Mina, com 2.798,39 metros de altura. Tietê, Paranapanema, Grande, Paraná, Turvo, Rio Pardo, do Peixe, Paraíba do Sul e Piracicaba são seus rios principais.
O estado de São Paulo está situado sobre um amplo planalto, com cerca de 600km de extensão no sentido sudeste-noroeste, orlado a leste por uma estreita planície litorânea de aproximadamente quarenta quilômetros de largura média. A transição entre o planalto e a planície se faz por uma escarpa abrupta, a serra do Mar, com altitude entre 800 e 1.100m. O planalto desce suavemente para o interior e se divide em três seções: o planalto cristalino, a depressão interior e o planalto ocidental, que formam, ao lado da planície litorânea e da serra do Mar, as cinco unidades morfológicas do estado.
Planície litorânea
A planície litorânea apresenta feições variadas. A nordeste de Santos, estreita-se bastante, apertada entre o mar e as escarpas da serra do Mar, que em alguns locais cai diretamente sobre o oceano. Para oeste, dilata-se progressivamente até atingir, no vale do rio Ribeira do Iguape, sua maior largura (sessenta quilômetros). Alguns maciços isolados, de que são exemplo as elevações que dominam a cidade de Santos, erguem-se da planície. Esta é constituída de baixadas fluvio-marinhas recentes, resultantes da colmatagem (aterramento) de antigos golfões. A baixada santista ocupa um desses golfões ainda não preenchido inteiramente pela sedimentação. Em consequência, é cortada por conjunto de canais que forma verdadeiro labirinto em torno das ilhas de Santo Amaro e São Vicente.
Serra do Mar
A serra do Mar, rebordo do planalto, forma uma faixa de terrenos acidentados, interposta entre a planície e o planalto. De Santos até o limite com o estado do Rio de Janeiro, apresenta-se uma escarpa contínua, formando majestoso paredão que desce quase verticalmente da beira do planalto sobre a planície litorânea ou sobre o mar. Foi essa a seção do rebordo do planalto a que aplicou inicialmente o nome de serra do Mar. De Santos até a divisa com o estado do Paraná, transforma-se numa sucessão de estreitos vales e cristas montanhosas, resultantes do trabalho de erosão do rio Ribeira do Iguape e seus tributários sobre as rochas menos resistentes dessa porção do planalto.
Planalto cristalino
Acima do escarpamento da serra do Mar desenvolvem-se as suaves ondulações do planalto cristalino, assim chamado por ser talhado em rochas cristalinas antigas (gnaisses e granitos). Essa unidade do relevo ocupa a porção sul-oriental do planalto paulista. Sua topografia regular se desdobra em amplo conjunto de colinas, entre as quais serpenteiam vales rasos e largos. A esses traços gerais acrescentam-se ainda algumas outras feições de relevo ligadas ao planalto paulista. A mais importante é a serra da Mantiqueira, cujo traçado em forma de uma grande crescente corresponde aproximadamente à divisa com o estado de Minas Gerais. O rebordo da Mantiqueira constitui o rebordo do planalto sul-mineiro, que domina o planalto cristalino paulista com altitudes superiores a 1.200m.
Além da Mantiqueira, o planalto cristalino apresenta algumas cristas montanhosas, que correspondem a faixas de rochas mais resistentes (metamórficas algonquianas) e podem ser classificadas como montanhas baixas. O planalto cristalino paulista, compreende, também, parte do vale do Paraíba, grande depressão alongada que se estende até o território do atual estado do Rio de Janeiro, na forma de um corredor entre as serras do Mar e da Mantiqueira. Finalmente, erguem-se sobre as serras do Mar e da Mantiqueira dois maciços montanhosos, respectivamente os maciços da Bocaina (2.085m no morro Tira-Chapéu) e a Pedra da Mina (2.798,98 m), a mais alta montanha do estado de São Paulo.
Depressão Periférica Paulista
A quarta unidade de relevo do estado é a depressão interior, que se estende a oeste do planalto, na forma de um grande arco cuja concavidade se volta para o interior. Sua superfície, que se encontra acima de 200m abaixo do nível geral do planalto cristalino e do planalto ocidental, assinala o afloramento de rochas sedimentares antigas, paleozóicas, relativamente menos resistentes à erosão que as formações dos planaltos vizinhos. A oeste da depressão interior ergue-se o rebordo do planalto ocidental, uma escarpa abrupta com cerca de 200m de desnível, com penhascos cortados em formações basálticas: é a chamada serra Geral, que do norte do estado de São Paulo se prolonga até o Rio Grande do Sul.
Planalto Ocidental Paulista
Aí se inicia a mais extensa unidade morfológica de São Paulo, o planalto ocidental, que ocupa aproximadamente metade do território estadual. Apresenta esse planalto suave inclinação para oeste, caindo de 700m de altitude, a leste, a 300m a oeste. Exibe assim a feição de uma cuesta, cuja frente ou rebordo é a serra Geral. O arcabouço geológico da cuesta é formado por estratos de basalto, cobertos por formações areníticas que se intercalam entre eles. Por essa razão, as formações basálticas afloram com reduzida freqüência no estado de São Paulo e são observadas apenas nos fundos dos vales e ao longo da serra Geral, ou em manchas esparsas. A extensão e a distribuição dos afloramentos de basalto alcançam certa importância econômica, já que é da decomposição dessa rocha que se originam os solos de terra roxa. Nesse particular, São Paulo difere radicalmente do Paraná, onde o planalto ocidental é inteiramente recoberto por formações basálticas.
O dorso do planalto ocidental tem topografia bastante regular, mas os rios que o drenam, afluentes da margem esquerda do Paraná, sulcaram-no profundamente com seus vales, dividindo-o em numerosos compartimentos alongados no sentido sudeste-noroeste, denominados espigões. Em consequência da conformação de seu relevo, o estado tem cerca de 85% de sua área acima de 300m e abaixo de 900m; 8% abaixo de 300m; e 7% acima de 900m. As terras situadas abaixo de 300m correspodem à baixada litorânea; as demais, ao planalto. A pequena parcela que ultrapassa 900m de altitude corresponde aos trechos mais elevados do planalto, situados junto a sua margem oriental (serra do Mar e porções paulistas da Mantiqueira).
Clima
Seu clima varia entre tropical (na região norte do estado), tropical de altitude (em boa parte do centro do estado e no Vale do Paraíba) e subtropical (no Planalto Paulista e na região sul do estado,onde a mínima absoluta no estado em Campos do Jordão foi de-7,3°C em 1 de junho de 1979 [4].
Seis modalidades climáticas do sistema de classificação de Köppen ocorrem em São Paulo: os tipos Af, Aw, Cfa, Cwa, Cfb e Cwb. Os tipos Af e Aw correspondem às partes mais baixas do estado. O clima Af, tropical superúmido com chuvas bem distribuídas durante o ano, domina a baixada litorânea e as baixas encostas da serra do Mar. As temperaturas médias anuais são superiores a 20ºC e a pluviosidade excede 2.000mm.
O clima Aw, tropical, subúmido com chuvas de verão e invernos secos, caracteriza a maior parte do planalto ocidental, cobrindo-lhe a parte setentrional (mais ao sul a latitude mais alta acarreta temperaturas mais baixas, sobretudo no inverno, o que impede a inclusão dessa região no planalto ocidental do tipo Aw). A temperatura anual excede também 20ºC, mas a pluviosidade é mais reduzida do que o tipo anterior (entre 1.000 e 1.250mm).
Os demais tipos climáticos do estado, Cfa, Cwa, Cfb e Cwb, são todos variantes do clima tropical de altitude e se registram nas porções mais elevadas do estado, isto é, na maior parte do planalto. O tipo Cfa, mesotérmico com verões quentes e chuvas bem distribuídas durante o ano, aparece a sudeste e a leste do planalto. A temperatura média anual oscila entre 18ºC e 20ºC, e a pluviosidade, entre 1.250mm e 2.000mm.
O tipo Cwa, mesotérmico com verões quentes e chuvosos e invernos secos, ocorre imediatamente ao norte do tipo Cfa, formando uma faixa que atravessa o estado em seu centro. A temperatura anual é a mesma do tipo anterior, mas a pluviosidade não ultrapassa 1.250mm. Os tipos Cfa e Cwa, passam a Cfb e Cwb, isto é, a climas com verões frescos, nas porções mais elevadas da área de influência do clima tropical
Cultura
Por ter influenciado o Brasil de forma ativa na política e na economia o estado de São Paulo acabou influenciando o país também em âmbito cultural. A cultura paulista é uma das mais ricas dentre os estados brasileiros, justamente por ser uma mistura de todas as outras culturas nacionais. Isso deveu-se às várias ondas migratórias e imigratórias que vieram para o estado nos séculos XX e XXI, trazendo costumes distintos para um mesmo lugar e criando uma cultura singular, seja na música, na literatura ou nas artes plásticas.
O principal pólo cultural do estado é sua capital, São Paulo, porém outros grandes núcleos urbanos como Campinas, Ribeirão Preto e Campos do Jordão também apresentam uma vida cultural rica e agitada.
Turismo
Dentre os principais museus do estado, estão o Museu do Ipiranga, onde foi proclamada a independência do Brasil, o Museu da Língua Portuguesa, o Masp e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, todos localizados na cidade de São Paulo.
Uma parcela significativa da economia paulista vem do turismo. Além de ser um centro financeiro o estado também oferece uma enorme variedade em destinos turísticos:
• Capital:A capital paulista é o centro do turismo de negócios no Brasil, o que proporciona à cidade cerca de 45 mil eventos por ano [15]. São Paulo, também possui a maior rede hoteleira brasileira. Por especulação imobiliária em meados dos anos 1990, hoje existe excesso de oferta em número de vagas. A cidade também conta com procura no turismo gastronômico, depois de receber o título de capital mundial da gastromia. O turismo cultural também é destaque dada a quantidade de museus, teatros, eventos como a Bienal de Artes e a Bienal do Livro.
• Litoral:O litoral paulista tem 622 quilômetros de praias dos mais diversos tipos e tamanhos. Entre as cidades que mais recebem turistas no verão estão Santos, Praia Grande, Ubatuba, São Sebastião, entre outras.
Interior: No interior é possível encontrar estâncias, turismo rural, ecológico, cidades com clima europeu, cachoeiras, cavernas, rios, serras, fontes de água mineral, parques naturais, construções históricas dos séculos XVI, XVII, XVIII, igrejas em arquitetura jesuíta e sítios arqueológicos como o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). Quem procura diversões mais intensas pode procurar o Hopi Hari, um dos principais parques temáticos do país, na Região Metropolitana de Campinas. Em matéria de ecoturismo, Brotas e Juquitiba tem a melhor infraestrutura. No inverno, a cidade de Campos do Jordão surge como a principal referência turística do estado paulista, com o Festival de Inverno e diversas outras atrações em um ambiente cuja temperatura pode chegar em marcas negativas.
Economia
Estado mais rico da Federação, e o pólo econômico da América do Sul, o estado de São Paulo possui uma economia diversificada. As indústrias metal-mecânica, álcool e açúcar, têxtil, automobilística e de aviação; os setores de serviços e financeiro; e o cultivo de laranja, cana de açúcar e café formam a base de uma economia que responde por cerca de um terço do PIB brasileiro, algo em torno de 550 bilhões de dólares na "paridade de poder de compra". Além disso, o estado oferece boa infra-estrutura para investimentos, devido as boas condições das rodovias.
História Econômica
História econômica de São Paulo
Pode-se considerar que a história econômica paulista começa com o ciclo do café, na época em que os paulistas comandavam a política nacional com os mineiros, a chamada "política do café-com-leite", durante o período da República Velha, em que o estado de São Paulo teve uma acelerada expansão industrial. O ciclo perdura até a crise da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929. A decadência da cafeicultura provoca a transferência do capital para a indústria, que pôde se desenvolver apoiada no mercado consumidor e na mão de obra disponível no estado. Esta primeira fase da industrialização ocorre no contexto econômico brasileiro da substituição de importações.
O período de maior crescimento da indústria do estado ocorre no mandato de Juscelino Kubitschek que promoveu a internacionalização da economia brasileira, trazendo a São Paulo (principalmente na região do ABC) a indústria automobilística.
Atualmente o estado é líder em vários setores da economia brasileira, notadamente no setor financeiro (concentrado na cidade de São Paulo), indústria automobilística e de aviação e na produção sucroalcooleira e de suco de laranja.
Indústrias
A indústria é a principal característica da economia paulista. Depois da crise de 1929, em Nova Iorque, o café deu lugar às indústrias, que fizeram São Paulo permanecer na liderança da indústria nacional até hoje. O estado supera a produção industrial do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e a do Rio Grande do Sul. Seus principais pólos industriais são:
• Região Metropolitana de São Paulo; maior pólo de riqueza nacional, a região possui um pólo indústrial extremamente diversificado com indústrias de alta tecnologia até indústrias automobilísticas, situadas principalmente na região do ABC. Atualmente a metrópole está passando por uma transformação econômica, deixando seu forte caráter indústrial passando para o setor de serviços.
• Vale do Paraíba; possui indústrias do ramo aeroespacial, como a Embraer, indústrias automobilísticas nacionais, como a Volkswagen e a General Motors e indústrias de alta tecnologia. Também estão presentes as indústrias de eletroeletrônicos, têxtil e química.
• Região Metropolitana de Campinas; possui um forte e diversificado pólo indústrial, com indústrias automobilísticas, indústrias de alta tecnologia, pricipalmente nas cidades de Campinas, Indaiatuba e Hortolândia, indústrias petroquímicas como a REPLAN, em Paulínia e indústrias têxteis, especialmente nas cidades de Americana, Nova Odessa e Santa Bárbara d'Oeste[13].
• Região Administrativa Central; situado no centro do estado onde localiza-se as cidades de São Carlos e Araraquara, está um importante pólo de alta tecnologia, com indústrias de diferentes áreas, como a fábrica de motores da Volkswagen, Faber-Castell e Electrolux.
• Mesorregião de Piracicaba; situada ao lado da Região Metropolitana de Campinas onde localizam-se importantes municípios como Piracicaba, Limeira e Rio Claro, essa região é caracterizada pela presença de empresas de biotecnologia, cultivo de cana de açúcar e produção de biocombustível.
Transportes
Rodovias
O estado de São Paulo possui uma malha rodoviária com mais de 32.000 km de vias asfaltadas, representando cerca de 17% do total da malha asfaltada do Brasil[16][17]. As rodovias paulistas são consideradas as mais modernas e melhor conservadas do Brasil. A Confederação Nacional do Transporte, em uma pesquisa realizada em 2006, divulgou um ranking que coloca as rodovias de São Paulo, em comparação com as outras rodovias brasileiras, no topo em termos de estado geral de conservação[18][19]. A administração de algumas rodovias paulistas foi transferida à iniciativa privada a partir do final da década de 90, dentro de um programa mais amplo de privatização. As empresas vencedoras do processo licitatório foram obrigadas a realizar uma série de investimentos e a cumprir metas de qualidade mas, apesar da melhoria nas estatísticas de acidentes, a cobrança de um valor de pedágio considerado caro para os padrões brasileiros provoca críticas ao modelo de privatização.
Aeroportos
São Paulo possui três grandes aeroportos, sendo dois internacionais
• Aeroporto Internacional de Guarulhos, é o aeroporto internacional mais movimentado do Brasil, localizado na cidade de Guarulhos, no bairro de Cumbica. Distante 25 quilômetros do centro de São Paulo, é o principal aeroporto que serve à cidade.
• Aeroporto de Congonhas, é o aeroporto doméstico mais movimentado do Brasil, localizado no distrito do Jabaquara, distante 8 km do marco zero da capital paulista.
• Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado a 20 quilômetros do centro de Campinas e a 99 quilômetros da capital paulista. Atualmente, representa o segundo maior terminal aéreo de cargas do país[22], responsável por 18,1% do movimento total de cargas nos aeroportos.[22] Em 2007, registrou um fluxo de cargas embarcadas e desembarcadas em vôos internacionais de cerca de 228.239 toneladas.[22] De cada três toneladas de mercadorias exportadas e importadas, uma passa pelo aeroporto.[22] O Terminal de Logística de Carga de Importação e Exportação possui uma área de mais de 81 mil metros quadrados, com capacidade de processar até 720 mil toneladas de carga aérea por ano.
Portos marítimos
• Porto de Santos, localizado na cidade de Santos, o porto é hoje o principal do Brasil e o maior da América Latina. O Porto de Santos ocupa a 39ª posição no ranking mundial de movimentação de cargas conteinerizadas.
• Porto de São Sebastião, localizado na cidade de São Sebastião, o porto e uma alternativa para a prática do comércio exterior e para o apoio ao Porto de Santos.
Ferrovias
São Paulo possui mais de 5 mil km de ferrovias (outrora operados pela extinta estatal Ferrovia Paulista SA), que se estendem desde as margens do rio Paraná até o porto de Santos, destinados ao transporte de carga. A região metropolitana de São Paulo é servida de trens por uma malha ferroviária de 257 km, composta por 6 linhas e 84 estações, sendo operada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
Metrô
O metrô de São Paulo é um dos mais eficientes e novos do mundo. São 61,3 km de metrô distribuídas em quatro linhas e 55 estações, sendo que diariamente são transportados aproximadamente 3 milhões de passageiros por essas linhas.
Música
Os estado de São Paulo possui algumas das melhores casas de espetáculos do Brasil, temos como exemplo a Sala São Paulo, considerada por muitos como a de melhor acústica do mundo e o Teatro Municipal de São Paulo, considerado um dos palcos de maior respeito no país, tendo abrigado apresentações dramáticas e óperas de grandes nomes nacionais e internacionais. Muitos dos principais compositores eruditos brasileiros internacionalmente reconhecidos são paulistas, tais como Carlos Gomes, aclamado como o mais prolífico compositor brasileiro de óperas, e Elias Álvares Lobo, compositor da ópera "A Noite de São João", a primeira ópera genuinamente brasileira. No período moderno, a música erudita paulista foi marcada por compositores como Osvaldo Lacerda, Amaral Vieira e Camargo Guarnieri.
A música popular paulista tradicional, assim como no resto do Brasil, foi influenciada principalmente pelas tradições da Europa, da África e dos índios. Provavelmente o estilo de música popular de origem paulista mais característico é a moda de viola, tendo sido amplamente divulgada por Cornélio Pires, durante o século XX, e que atingiu seu apogeu com cantores e compositores como Sérgio Reis e Renato Teixeira. O estilo musical influenciou fortemente a música de outros estados como Minas Gerais, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Outros elementos da música paulista dignos de nota e altamente populares são o rock, representado por bandas como Titãs, Os Mutantes, Ira!, Ultraje a Rigor e CPM 22; o samba paulista (Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa), a música pop (Guilherme Arantes, Maria Rita) e o hip hop, popular especialmente nas periferias das grandes cidades paulistas, representado por bandas como Racionais MC's e Facção Central.
